terça-feira, 24 de março de 2009

Paciente - Antes e depois

Paciente sumetido à dieta e treinamento (musculação). Fotos antes e depois. Em Março de 2006 seu peso era 94,5 Kg, sendo 72 Kg de Massa magra e seu percentual de gordura 23,6 %. Em Novembro de 2008 com 87,6 Kg e 76 Kg de massa magra com 12,7 % de gordura . Foi submetido a dieta específica para quem quer ganhar massa magra e treinamento circuito .
Apesar de um redução não tão grande na balança, este paciente reduziu significativamente seu peso de gordura e aumentou sua massa muscular . É isto que impota . Devemos mudar nossos conceitos em relação ao número na balança . O importante é massa gorda vesus massa magra . Graciele Tombini médica Endocrinologista











Paciente - Antes e depois

Paciente sumetido à dieta e treinamento (musculação). Fotos antes e depois.

sábado, 21 de março de 2009

WHEY PROTEIN

A PROTEÍNA DO SORO DO LEITE ( WHEY PROTEIN)


Recentemente tivemos uma matéria no globo repórter sobre os benefícios da proteína do soro do leite contra degeneração cerebral .
Este é apenas um de muitos possíveis benefícios que esta proteína pode proporcionar . O whey protein é separado no processo de transformação do leite em queijo .
Estudos recentes têm mostrado que esta proteína proporciona mais saciedade e consequentemente é um grande auxiliar em dietas para emagrecimento . Sabemos que um consumo aumentado de proteína acelera metabolismo e esta parece acelerar mais do que as demais proteínas . Estudo publicado na revista Nutricion and Metabolism de 12 semanas com dois grupos fazendo dieta hipocalórica com redução de 500 calorias/ dia aonde um grupo recebeu shake isocalórico 20 min antes do café e jantar e o outro grupo recebeu shake de whey protein . A composição corporal foi avaliada pelo padrão-ouro que é o DEXA ( densitometria óssea ). Ambos os grupos reduziram peso, mas os pacientes com whey reduziram mais peso . Também os pacientes que ingeriram whey diminuíram mais massa gorda e perderam menos massa magra ( 3)

Publicação recente no World Journal Gastoenterology de um estudo com ratos utilizando whey protein e dieta hipocalórica versus ratos apenas com dieta hipocalórica com a finalidade de avaliar gordura ao redor do fígado ( esteatose hepática ) . Ambas as dietas reduziram a esteatose, mas apenas os ratos que utilizaram o whey tiveram redução significativa da glicemia e dos níveis de insulina (2) . Em ratos dietas hiperproteicas são mais efetivas em diminuir a injesta calórica e a concentração de insulina de jejum, sendo a proteína do soro do leite mais efetiva do que a carne vermelha (7)
Obviamente precisamos de maior evidência científica para comprovar estes dados . No entanto, minha experiência no uso desta proteína em dietas de pacientes diabéticos há mais de 5 anos têm mostrado melhora significativa da glicemia destes pacientes o que vem de encontro aos resultados da literatura .



Dietas com whey protein ou caseína são mais eficazes na manutenção do peso do que dietas com redução de gorduras (1)
O whey protein tem ação insulinotrópica e afeta sistema renina angotensina, sendo, desta forma, uma fonte alimentar com potencial benéfico para obesidade e suas co-morbidades ( hipertensão, diabetes tipo 2, dislipidemia) (4)
Estudo comparando ingestão de bebidas ricas em carboidratos versus bebidas ricas em proteínas ( whey protein e caseína ) demonstrou que a ingesta calórica foi de 3 a 10 % maior nos pacientes que ingeriram bebidas ricas em carboidratos ( 5 ). Dietas mais ricas em cálcio ajudam a diminuir adiposidade (6) .

DRA GRACIELE TOMBINI - MÉDICA ENDOCRINOLOGISTA


REVISÃO BIBLIOGRÁFICA :
1- Int J Obes ( Lond). 2009 Jan 20 – The effect of a low-fat, high-protein or high-carbohydrate ad libitum diet on weight loss maintenance and metabolic risk factors .
2- World J Gastroenterol.2008 Jul 28;14(28) : 4462-72- Metabolomic changes in fatty liver can be modified by dietary protein and calcium during energy restriction.
3- Nutr Metab ( Lond) .2008 Mar 27;5:8- A whey-protein supplement increases fat loss and spares lean muscle in obese subjects : a randomized human clinical study
4- J Am Coll Nutr . 2007 Dec;26(6): 704S-12S- Whey proteins in the regulation of food intake and satiety .
5- J Clin Endocrinol Metab.2006 Apr;91 (4):1477-83. Epub 2006 Jan24- Energy intake, ghrelin, and cholecystokinin after different carbohydrate and protein preloads in overweight men .
6- Nutr Rev .2004 Apr; 62 (4) :125-31. Dietary calcium and dairy modulation of adiposity and obesity risk
7- Asia Pac J Clin Nutr, 2003 ;12 Suppl : S 42 – The effects of dietary protein on rat growth, body composition and insulin sensitivity

quarta-feira, 18 de março de 2009


SINDROME METABÓLICA
Conforme definição IDF ( Federação Internacional de Diabetes ) um indivíduo apresenta Síndrome Metabólica ( SM ) se apresentar :
· Circunferência abdominal superior a 80 cm em mulheres e 94 cm em homens ( para brancos e negros )
E mais dois dos seguintes critérios :
· Pressão arterial superior a 130/85 mm Hg
· Glicemia de jejum superior a 100 mg/dl ou glicemia de 2 horas pós-carga glicêmica superior a 140 mg/dl .
· Triglicerídeos superiores a 150 mg / dl .
· HDL colesterol abaixo de 50 mg/ dl em mulheres e abaixo de 40 mg/ dl em homens

Embora ainda em debate o principal determinante da SM é a obesidade abdominal e, secundariamente, a chamada resistência à insulina a ela associada .
É importante caracterizar o indivíduo com SM porque se ele não tem diabetes (DM) a chance de ele vir a desenvolver é muito grande . Também porque, com ou sem DM, a possibilidade de ele sofrer um Infarto Agudo do Miocárdio ou Acidente Vascular Cerebral é enorme.
Estima-se que a prevalência de SM no Brasil seja perto de 25 % . Ela é mais prevalente em mulheres de classes menos favorecidas devido ao ganho de peso ( particularmente a gordura abdominal)
O principal tratamento para SM é perda de peso . Portanto medidas do tipo dietéticas e atividade física são fundamentais . Existem medicamentos específicos para perda de peso e SM que podem ser usados nos casos com indicação e considerando devidas contra-indicações . Após estas medidas e, se for necessário, devemos avaliar medicamentos para tratamento dos componentes isolados da SM tais como Hipertensão, DM, dislipidemia .

Graciele Tombini Médica Endocrinologista

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

ZERO HORA 27/12/2008

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27/12/2008 01h02min
DIETA
Ano novo, peso também
Musculação é essencial para a perda de peso
Que tal começar 2009 sem precisar fazer aquela antiga promessa de emagrecer? O músico Daniel Schaeffer, 40 anos, de Teutônia, no Vale do Taquari, terá esse privilégio. Com 1m84cm de altura, o desafio dele é manter o corpo de 97 quilos que conquistou com alimentação equilibrada, caminhadas, corridas, musculação e apoio de um grupo de reeducação alimentar do Peso Leve, promovido pela Cooperativa Regional de Eletrificação Teutônia Ltda.Na última edição do programa, realizada ao longo do semestre, ele conseguiu eliminar 10,3 quilos. Mas, considerando-se outras duas de que participou, já foram 49 quilos, dois a mais do que o peso da mulher, Anelise, 37 anos. Schaeffer estava com ela e os dois filhos em um casamento, usando uma camisa com os botões estourando, quando decidiu mudar o estilo de vida. Chegou a 146 quilos.– Eu precisava me dar o direito de brincar mais com meus filhos sem me cansar tanto – conta Schaeffer, pai de Pedro, 10 anos, e Sofia, seis anos.O músico adotou algumas estratégias. Antes do almoço, por exemplo, sempre come uma fruta. Primeiro serve as crianças, depois vai para as saladas e, por fim, agrega outros alimentos. Aprendeu que uma escapulida não deve ser motivo de desespero. Schaeffer também combina atividade aeróbica com musculação. Segundo a endocrinologista Graciele Tombini, a musculação é muito importante para manter o peso:– As pessoas emagrecem e não perdem somente gordura, mas também músculo. O organismo precisa de menos calorias para simplesmente manter a musculatura de quem está em repouso. Esse é o principal motivo de, após grandes perdas, alguns terem dificuldade em manter o peso. A musculação é fundamental para o aumento da musculatura e também da queima calórica quando não estamos em atividade.josiane.weschenfelder@zerohora.com.br JOSIANE WESCHENFELDER Teutônia
Dicas para começar
> Só inicie um programa de emagrecimento se estiver realmente interessado. Nada de ansiedade e pressa. Deve haver uma mudança de pensamento e comportamento em relação à comida.
> Ainda não inventaram fórmulas mágicas. Não caia em ilusões do tipo sprays que emagrecem ou dietas milagrosas. Emagrecimento requer equilíbrio entre alimentação balanceada e atividade física.
> Estabeleça o quê, quando e quanto comer.
> Faça pequenas refeições, cinco ou seis vezes por dia. No mínimo quatro: café-da-manhã, almoço, lanche e jantar. Coma devagar, mastigue bem e consuma só o necessário.
> Diminua a quantidade de carboidratos (pães e massas) e aumente a de proteínas (frango, clara de ovo, atum, peixe, leite e iogurte).
> Não faça jejum prolongado e tenha sempre um lanche na bolsa.
> Beba muita água nos intervalos das refeições. Também consuma grande quantidade de líquidos sem calorias e preferencialmente gelados. Além de hidratar e ajudar a eliminar toxinas, o organismo gasta calorias para deixar líquidos gelados na temperatura corporal.
> Cuidado máximo ao ingerir bebidas alcoólicas. Elas são bombas calóricas: enquanto um grama de proteína tem quatro calorias, um grama de álcool tem sete calorias.
> Pratique atividade física regularmente. Além dos exercícios aeróbicos (como caminhada e corrida), tente fazer musculação, pois durante dietas de emagrecimento perde-se massa gorda e também massa magra (músculo).
Fonte: Fontes: Graciele Tombini, endocrinologista, e Helena Conrad dos Santos, nutricionista
Multimídia
O músico Daniel Schaeffer, que já pesou 146 quilos, hoje está com 97 quilos graças a programa que alia exercícios e dieta

domingo, 26 de outubro de 2008

Suplementação de Whey Protein e massa muscular

por Prof. Rafael Augusto - Personal Trainer
http://personalrafael.blogspot.com/

A suplementação alimentar, com objetivo de melhorar a performance e/ou composição corporal em praticantes de atividade física, tem sido objeto de estudo em muitos centros de pesquisa na área. Um dos suplementos mais consumidos na atualidade é o Whey Protein, ou proteína do soro de leite. Utilizada principalmente após as sessões dos treinos de força, seus benefícios dizem respeito a ganhos de massa muscular.
Assim, Cribb e colaboradores (2006) examinaram o efeito da suplementação de Whey Protein e Caseína em 13 atletas recreacionais (sexo masculino) durante 10 semanas. O grupo que utilizou Whey obteve um ganho maior de massa magra em relação aos que utilizaram Caseína (5.0 +/- 0.3 vs. 0.8 +/- 0.4 kg, respectivamente), além de maiores modificações na massa de gordura (-1.5 +/- 0.5 kg), em relação ao grupo placebo. O grupo que utilizou Whey também obteve maiores aumentos nos níveis de força muscular. E, em relação à força muscular, Buckley e colaboradores (2008), avaliando 28 homens sedentários após um treinamento excêntrico de extensão de joelhos, demonstrou que a suplementação de Whey pôde acelerar a recuperação, visto que o pico de torque isométrico, 6 horas após o treino, permaneceu 23% inferior aos valores pré-treino no grupo controle, enquanto o grupo suplementado retornou aos valores pré-treino nesse mesmo espaço de tempo.
Frestedt e colaboradores (2008) focou seu estudo nas mudanças da composição corporal em indivíduos que estavam em processo de perda de peso durante 12 semanas. A ingestão calórica dos 158 indivíduos foi reduzida 500 calorias/dia. O consumo do Whey foi realizado 20 antes do café da manhã e 20 minutos antes do jantar. Não houve diferença estatisticamente significante na perda de peso, porém o grupo suplementado diminuiu mais a massa gorda (2.81 vs. 1.62 kg P = 0.03) e perdeu menos massa magra (1.07 vs. 2.41 kg, P = 0.02) em relação ao grupo controle.
Burke e colaboradores (2001) não utilizaram apenas a suplementação de Whey Protein no estudo, mas também sua combinação com creatina (outro suplemento bastante utilizado). Para isso, contou com 36 homens que treinaram durante 6 semanas, divididos nos grupos Whey, Whey+Creatina e Placebo. A massa magra aumentou nos grupos Whey+Creatina e Whey, com a ressalva que o grupo Whey+Creatina apresentou um aumento maior. Os mesmos resultados foram obtidos na força máxima no exercício supino e no pico de torque isométrico durante a extensão de joelhos. Continuando o treino por mais 6 semanas, sem suplementação, os ganhos obtidos foram mantidos. Kerksick e colaboradores (2007) estudaram ainda mais combinações, com colostro (Col), whey, creatina (Cr) e caseína, dividindo os grupos em Whey+Caseína (Pro), Pro/Col, Pro/Cr e Col/Cr. Os 49 atletas recreacionais (homens) foram divididos entre os grupos (duplo-cego) e, as variáveis foram medida no início do treino (0), 8 e 12 semanas após o início do estudo. Os grupos Pro/Col, Pro/Cr e Col/Cr mostraram maiores aumentos na massa magra que o grupo Pro. E os grupos Pro/Cr e Col/Cr obtiveram maiores aumentos na massa magra em relação ao grupo Pro/Col. Isso também demonstra que a suplementação de creatina potencializa os efeitos da suplementação protéica, porém esse não é tópico principal dessa breve revisão.
Portanto, a suplementação da proteína do soro do leite (Whey Protein) se mostra uma alternativa segura e eficiente de suplementação em praticantes de treino de força. Principalmente no que se refere a melhoras no ganho de massa muscular, aumentando a dose protéica da dieta, sem aumentar a ingestão de gordura.

Referências:

Buckley JD, Thomson RL, Coates AM, Howe PR, Denichilo MO, Rowney MK. Supplementation with a whey protein hydrolysate enhances recovery of muscle force-generating capacity following eccentric exercise. J Sci Med Sport. 2008 Sep 1

Cribb PJ, Williams AD, Carey MF, Hayes A. The effect of whey isolate and resistance training on strength, body composition, and plasma glutamine. Int J Sport Nutr Exerc Metab. 2006 Oct;16(5):494-509.

A whey-protein supplement increases fat loss and spares lean muscle in obese subjects: a randomized human clinical study. Joy L Frestedt, John L Zenk, Michael A Kuskowski, Loren S Ward and Eric D Bastian. Nutrition & Metabolism 2008, 5:8

Kerksick CM, Rasmussen C, Lancaster S, Starks M, Smith P, Melton C, Greenwood M, Almada A, Kreider R. Impact of differing protein sources and a creatine containing nutritional formula after 12 weeks of resistance training. Nutrition. 2007 Sep;23(9):647-56

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Índice Glicêmico dos alimentos - O que engorda mais: 100 calorias de arroz branco ou 100 calorias de massa?

O que engorda mais: 100 calorias de arroz branco ou 100 calorias de massa?

Alimentos contendo carboidratos variam no que diz respeito aos seus efeitos na glicose pós-prandial (níveis de glicose no sangue após a ingestão do alimento) e na sua resposta à insulina. Essas diferenças são quantificadas pelo índice glicêmico (IG) dos alimentos. É muito provável que este índice venha, no futuro, aparecer nos rótulos de alimentos ou até mesmo substituir as famosas calorias. Na Austrália e América do Norte a inclusão do IG dos alimentos, nas embalagens já está em fase de aprovação.
Alguns benefícios da dieta com baixo IG já têm sido demonstrados a longo prazo. Estas dietas levam a uma melhora nos níveis de colesterol e triglicerídeos. Em diabéticos há uma melhora no controle glicêmico (nível de glicose no sangue). Uma publicação científica demonstrou que há comprovação de que a dieta com baixo IG aumenta a saciedade, isto é diminui a sensação de fome. Além disso, há uma suposição de que alimentar-se com alimentos que tenham elevado IG está associado ao aumento dos níveis de insulina e risco de desenvolver Diabetes Mellitus (DM).
Um estudo publicado no”Journal of the National Cancer Institute” sugere que dietas com elevado IG podem aumentar o risco de câncer coloretal . No entanto, como tudo em medicina, existe a necessidade de estudos maiores para comprovar esta associação.
Uma maneira simples de explicar o índice glicêmico dos alimentos seria dizer que quanto mais rápida for a conversão do carboidrato em glicose, maior será seu IG e, conseqüentemente, maior será o pico de insulina pós-refeição. A insulina é o hormônio que faz o transporte da glicose sanguínea para dentro da célula. Logo, se este processo for muito rápido, a glicose excedente se transformará em gordura, ao passo que, se for lento, a glicose vai ingressando na célula numa velocidade em que também vai sendo consumida - ao invés de virar gordura.
O IG dos alimentos varia, não apenas conforme a sua qualidade, mas também de acordo com sua forma de preparo e com a combinação de alimentos que são consumidos em uma mesma refeição. Sabemos que o IG do purê de batata, por exemplo, é maior do que o IG da batata cozida. Isto porque o purê tem uma absorção mais rápida. Também se a refeição completa tiver mais fibras diminuirá o IG dos alimentos consumidos, pelo mesmo mecanismo justificado acima.
Portanto, 100 calorias de arroz branco engordam mais do que 100 calorias de massa. A massa tem uma digestão mais lenta, transforma-se em glicose gradualmente, fazendo com que o pâncreas libere insulina lentamente. Logo tem um IG menor.
Na dúvida, e como ainda existem alimentos que não se conhece exatamente o IG, sempre devemos optar por produtos menos industrializados e com mais fibras. Preferir, por exemplo: arroz integral ao invés do arroz branco, pão integral no lugar do pão francês. São dicas fáceis que diminuem o IG da dieta.








O Índice Glicêmico é um novo caminho que vem sendo explorado e que num futuro próximo, acredita-se, terá uma importância muito maior do que simplesmente sabermos quantas calorias um alimento contêm. Conhecer detalhes, pormenores do que podemos ou não ingerir não diz respeito apenas à estética, mas principalmente aos efeitos adversos da má ingestão de alimentos que podem levar ao sobrepeso e obesidade e, com isso, levar a doenças cuja obesidade é um fator de risco estabelecido, tais como diabetes, hipertensão, alterações do colesterol e triglicérides, doença coronariana, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de mama, endométrio, vesícula, cólon e próstata, entre outras.
Todas as armas, antigas, novas e que ainda estão por serem inventadas devem fazer parte do nosso arsenal de conhecimento em prol da saúde e da vida digna das pessoas. O uso do Índice Glicêmico como instrumento, como arma para conhecermos melhor os alimentos e seus efeitos sobre o homem é vital no sentido de contribuir para uma melhor qualidade de vida.



Graciele Tombini
Médica Endocrinologista Especialista pela Fundaçao Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre ( FFFCMPA )Titulada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia

Metabolismo

METABOLISMO


Como definição metabolismo é o conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula . O metabolismo pode estar em estado Catabólico, que é a degradação dos nutrientes, ou em estado Anabólico que é a síntese de nutrientes . Durante dietas de restrições alimentares estamos em estado Catabólico por exemplo .

METABOLISMO BASAL : Aproximadamente 70% das calorias que gastamos durante o dia é com o metabolismo basal . O principal determinante desta queima calórica é a musculatura . Portanto, quanto maior a massa muscular de um indivíduo, maior a sua queima calórica . Este é um dos motivos pelos quais a musculação é muito importante no processo de emagrecimento . Pode- se dizer que dormindo aquele indivíduo com maior massa magra tem uma queima calórica maior .

ATIVIDADE FÍSICA : Cerca de 20% das calorias que gastamos durante o dia são com atividade física . Importante ressaltar que não estamos falando de exercício físico apenas . Atividades como subir escadas, descer escadas, dentre outras que realizamos ao longo do dia entram aqui .

EFEITO TERMOGÊNICO DOS ALIMENTOS : Cada vez que nos alimentamos existe um discreto aumento da nosso metabolismo que é o chamado efeito termogênico dos alimentos . 10 % das calorias que gastamos entram aqui .





TEMPO ENTRE AS REFEIÇÕES

Quando ficamos muitas horas sem nos alimentar, assim como se fizemos dietas muito drásticas, a reserva de glicogênio que temos nos músculos e fígado se esgota e ocorre um processo metabólico que se chama gliconeogênese que é a quebra de proteínas em glicose , pois nosso organismo precisa de glicose para muitas funções vitais . Neste processo, a principal fonte de proteína que será utilizada são nossos próprios músculos . Logo, se houver perda de massa muscular há uma diminuição do nosso metabolismo basal .

Dra. Graciele Tombini Médica Endocrinologista Especialista pela Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas ( FFFCMPA) . Titulada Pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia

Metabolismo e Diabetes

PUBLICAÇÃO: Farmamellitus
NOME DO ARQUIVO: 12 e 13 Artigo.doc
PÁGINA PREVISTA: 12 e 13
CARTOLA: Artigo
TÍTULO: Metabolismo
IMAGEM: Sim.

Como definição, metabolismo é o conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula. O metabolismo pode estar em estado Catabólico, que é a degradação dos nutrientes, ou em estado Anabólico, que é a síntese de nutrientes. Durante dietas de restrições alimentares, estamos em estado Catabólico, por exemplo.
No diabetes tipo 1, devido a falência pancreática e conseqüente falta de insulina temos um intenso catabolismo, principalmente no momento do diagnóstico . Devido a falta de Insulina a glicose não entra na célula e nosso organismo interpreta isto como falta de glicose ( embora a glicose sanguínea esteja elevada ) . Por este motivo, ocorre um processo metabólico chamado gliconeogênese que é a quebra principalmente de proteínas em glicose . Logo, na gliconeogênese além de ocorrer uma elevação da glicose, existe uma perda de massa muscular ( fonte das proteínas ) . Perdendo massa muscular haverá uma redução do metabolismo basal e todo este processo somente cessará quando o paciente iniciar insulina em doses adequadas .
A insulina é fundamental na síntese de proteínas e também impede a sua degradação . Praticamente todo o armazenamento de proteínas cessa por completo quando não há disponibilidade de insulina .


Metabolismo Basal
Aproximadamente 70% das calorias que gastamos durante o dia ocorrem via metabolismo basal. O principal determinante desta queima calórica é a musculatura. Portanto, quanto maior a massa muscular de um indivíduo, maior a sua queima calórica. Este é um dos motivos pelos quais a musculação é muito importante no processo de emagrecimento. Pode-se dizer que, dormindo, uma pessoa com maior massa magra tem uma queima calórica maior.

Atividade física
Cerca de 20% das calorias que gastamos durante o dia são com atividade física. Importante ressaltar que não estamos falando de exercício físico apenas. Atividades como subir escadas, descer escadas, dentre outras que realizamos ao longo do dia, também entram aqui.

Efeito Termogênico dos alimentos
Cada vez que nos alimentamos, existe um discreto aumento do nosso metabolismo, que é o chamado efeito termogênico dos alimentos. O total de 10% das calorias que gastamos entram aqui. Sabe-se que quando ingerimos carboidratos ou gorduras temos um aumento do metabolismo basal de até 4% . Já quando ingerimos proteínas temos um aumento de até 30 % do metabolismo basal este efeito costuma iniciar uma hora após a alimentação e pode permanecer até 12 horas . Esta é uma das explicações pelas quais uma dieta rica em proteínas costuma ser mais eficaz no aumento do metabolismo e redução de peso .

Tempo entre as refeições
Quando ficamos muitas horas sem nos alimentar ou se realizamos dietas muito drásticas, a reserva de glicogênio que temos nos músculos e fígado se esgota. Ocorre, então, um processo metabólico que se chama gliconeogênese, que é a quebra de proteínas em glicose, pois nosso organismo precisa de glicose para muitas funções vitais. Neste processo, a principal fonte de proteína que será utilizada são nossos próprios músculos. Logo, se houver perda de massa muscular, há uma diminuição do nosso metabolismo basal.

Dr.ª Graciele Tombini
Médica Endocrinologista
Especialista pela Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas (FFFCMPA)
Titulada Pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia